SERGIO MOURA Podemos ser prósperos, se os políticos deixarem

A grande maioria dos brasileiros é miserável, pobre ou economicamente medíocre. Cerca de 65% dos ocupados, 60 milhões, vivem com até meio salário mínimo, e 112 milhões, 90% dos que têm rendimentos, com até R$1.300 por mês, em média. Embora estejamos entre as 10 maiores economias do mundo, a renda per capita do brasileiro oscila pela 70ª posição e seu salário médio é de menos de 1/6 do dos países desenvolvidos. Em meados do século 19, a economia do Brasil era cerca de metade da dos EUA, hoje retrocedeu para 10%.

Essa penúria nos expõe a constante desrespeito aos valores morais que fundamentam uma sociedade pacífica, harmoniosa e próspera, como vimos semana passada nos excessos carnavalescos. Vivemos num ambiente de desordem, de sujeira, de permanente risco de vida e de perda de propriedade, de desperdício do nosso dinheiro, de insegurança jurídica e de carência de meios para prover-nos dos serviços públicos de que necessitamos.

A principal fonte dessa atrocidade sempre foram as nossas instituições, a Constituição então vigente e as leis que ela acolheu. Igualmente, a atual Lei Magna, na sua hipocrisia, anuncia pomposamente a defesa da liberdade, da prosperidade e da igualdade de todos perante a lei, mas, internamente, faz valer o contrário destes princípios e cria castas de brasileiros que têm o direito de usar o patrimônio e a liberdade dos demais em benefício próprio, impunemente.

Precisamos de um caminho para obrigar nossos políticos a pensar seriamente no futuro dos nossos jovens, num mundo em que os vertiginosos avanços tecnológicos tanto podem ser usados a favor, como fizeram Coreia do Sul e Cingapura, quanto condenar a maioria deles a continuar na miséria, pobreza ou mediocridade econômica.

Quando as regras do jogo são ruins, o jogo é ruim, e destrói o talento dos jogadores.

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