NEY CARVALHO Reflexões sobre a Petrobras

A Petrobrás tem representado uma ilha de eficiência e sensatez, em meio a esses turbulentos 100 dias do governo Bolsonaro. Sob a batuta competente do “Chicago Oldie” Roberto Castello Branco, novo presidente, a companhia tem desenvolvido seus planos de desinvestimento e se concentrado nos setores de exploração de petróleo em que demonstra maior competência.

O primeiro e simbólico passo foi a venda da Refinaria de Pasadena, marco emblemático dos desmandos da era petista e grande vertedouro de corrupção e prejuízos para a empresa.

Outra providência foi a extinção do escritório em São Paulo, mantido por anos para usufruto de Guido Mantega, então presidente do Conselho, que convocava reuniões do mesmo às sextas-feiras, obrigando o deslocamento de diretores e conselheiros para a capital paulista.

Por sua vez a política de preços, tema rejeitado pela ortodoxia econômica, tem visado manter o equilíbrio entre os interesses da companhia e seus acionistas e as demandas de consumidores e contribuintes.

Semana passada consumou-se a venda de 90% da rede de gasoduto da TAG para a Engie, antiga Tractebel, maior geradora privada de energia elétrica do país, que estreou no mercado brasileiro com a compra da Gerasul nas privatizações dos anos 1990.

No roteiro para o futuro próximo estão a desestatização da BR Distribuidora e a venda de refinarias. Nesse aspecto cabe uma reflexão que não parece mais viável na BR. Teria sido de todo conveniente que essa empresa fora fracionada em três ou quatro companhias que competissem efetivamente entre si em âmbito nacional e não mantida como uma única entidade de porte gigantesco.

Já quanto às refinarias pode-se, ainda, gerar uma competição mais efetiva agrupando-as em algumas grandes corporations o que produziria a ambicionada concorrência para benefício do público consumidor.

Ney Carvalho é escritor e historiador.

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