O eterno desafio da educação de Vargem Grande.

Viajar é bom, e eu gosto. Faço das minhas viagens um mundo de descobertas. Quase sempre nessas viagens,temos a companhia de quem exerce, exerceu,ou pretende exercer alguma função da administração pública de seu município, no caso específico, Vargem Grande. O que acredito, além de ser um enorme desafio, é também uma experiência enriquecedora.

Em uma dessas viagens, a menos de um mês, tive a grata satisfação de viajar com uma amiga de longas datas que em um período passado, assumiu a função de gestora em uma das escolas públicas do município de Vargem Grande. E foi nessa viagem, enquanto conversávamos, que minha mente processava todo o diálogo,e eu pude sentir o enorme desafio que é ser gestor em sua terra natal. Além de desafiador, não deixa de ser estressante.

Aí pude ouvir e sentir, alguns dos verdadeiros entraves na administração pública da minha terra, notadamente na educação. Disse-me a nobre amiga educadora, que em seu período de gestora, não se lembra o dia em que duas ou mais professoras não faltaram a sala de aula, e sempre com desculpas com cheiro de preguiça.

Nas merendeiras, copeiras, vigias e zeladoras, outro rosário de desculpas esfarrapadas para não darem cumprimento as funções que queriam para tirar dali o seu sustento. Só então pude entender as dificuldades contidas na hora que se busca querer organizar a coisa. Todos dessa leva, além de preguiçosos, cheios de razão e de muita autoridade.

Aí eu me perguntei: Será que não são essas as pessoas que quando tem uma paralisação para aumento de salário estão bem na frente com discursos e bandeiras? Seja agora ou no passado. Preguiça não tem tempo, nem dia, nem hora.

Acrescido a isso,muitas vezes, os gestores ou as gestoras, e isso não acontece só em Vargem Grande, são pessoas que não tem nenhuma experiencia gerencial, mas é esposa, prima, irmã ou mãe do vereador, e colocá-la na direção, é a opção para agradar o amigo ou correligionário. Quem disse que elas ficam satisfeitas se forem colocadas em um plano secundário. Isso nuca, dizem sempre: Foi nós que ajudamos a eleger o prefeito (a) se ele (a) está lá, foi com nossa ajuda. E com essa atitude ajudam a destruir o que podia ser uma grande administração.

E é com base nesse contexto que fazemos uma pergunta: Os professores da escola São José Operário são todos da rede pública municipal, e por que prefeitos, vereadores,médicos, advogados, comerciantes e outros bem aquinhoados preferem a escola que chamamos das Irmãs, em detrimento das outras da mesma rede pública de ensino?

Foi assim no tempo da Irmã Inês, depois Edvaldo como secretário e prefeito, também da professora Regina e atualmente com o professor Tyago Braz.

Ora, se todos são professores da mesma rede de ensino, recebem o mesmo salário, da mesma origem, e o resultado na ponta aponta uma grande diferença, por que? Porque enquanto a politica do Coeficiente de Influência, for detentora de cargos em todas as esferas da administração pública nacional, ficaremos a anos luz do progresso e do saber.

Está na hora não só de fazermos seletivos para gestores da rede pública municipal, mas cobrar e avaliar a sua capacidade de gestão. Um forte abraço.

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