Hoje na História: Dia 15 de maio de 2010 um Incêndio atinge o Instituto Butantan em São Paulo

No dia 15 de maio de 2010, um incêndio atingiu o Prédio das Coleções, do Instituto Butantan, em São Paulo. O fogo acabou com 80% da coleção de cobras do Butantan – aproximadamente 85 mil exemplares – destruindo o material coletado em mais de 100 anos.

Também foi destruída a coleção de aracnídeos – em especial escorpiões e aranhas – causando a perda de 450 mil espécimes. Milhares deles ainda não haviam sido descritos pelos cientistas do instituto. Nenhum dos animais estava vivo.

O incêndio teve início por volta de 7h e 8h da manhã e só foi controlado pelos bombeiros às 10h. O laudo do núcleo de engenharia do Instituto de Criminalística da Polícia Técnico Científica de São Paulo aponta que o incêndio foi acidental, e o fogo começou por conta do superaquecimento de pedras de calor, usadas em ambientes artificiais para aquecer as cobras.

O Instituto Butantan foi fundado em 23 de fevereiro de 1901 e é um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo, responsável por mais de 93% do total de soros e vacinas produzidas no Brasil, entre elas, as vacinas contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, influenza sazonal e H1N1.

O Instituto também desenvolve estudos e pesquisas na área de biologia e de biomedicina relacionadas com a saúde pública e realiza missões científicas no país e no exterior por meio da Organização Mundial e Pan-americana da Saúde, Unicef e a ONU.

A criação do Instituto Butantan ocorreu após um surto de peste bubônica que se propagava no porto do Santos, em 1899. A doença fez com que o governo adquirisse a Fazenda Butantan para instalar um laboratório de produção de soro antipestoso. Além de ser um centro de pesquisa, o Butantan também é um ponto turístico de São Paulo, com parque, centro de exposições, serpentário e os museus Biológico, Histórico, Microbiologia e Emílio Ribas. 

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