A ‘bic’ neles!

José Maurício de Barcellos

A título de comentário acerca da última “live” semanal de quinta feira 27 de junho, transmitida pelo Capitão quando ele e sua equipe ainda estavam no Japão, recebi de um querido primo – antigo e competente engenheiro, homem de grande qualificação e de incomparáveis virtudes – uma mensagem que de forma direta, lisa e objetiva assim dizia: “Depois do último dia 30 de junho ele (Bolsonaro) sabe que o brasileiro continua com ele. Só que está demorando em usar a “bic” e invocar o artigo 142” (da Constituição).

Percebam a força e avaliem o grau de certeza e de legitimidade deste pensamento, bem como o quanto traduz tudo que está no coração dos patriotas nos tempos de agora. Sempre fico impressionadíssimo como nós brasileiros identificamos, com rara acuidade, os problemas do país e o tanto que acertamos, com precisão, ao identificar a solução necessária. Tirante os mal-intencionados, os ladrões e os vermelhos (uma minoria abjeta) que não estão nem aí para a sorte do Brasil, de um modo geral os cidadãos de bem que, sem equívoco, constituem a grande maioria da população desta Pátria, têm um diagnóstico corretíssimo em relação àquilo de que esta Nação carece com a maior urgência. Porém, nada acontece. Porque, meu Deus?

Penso que nem mesmo os contra, os fracos e os covardes, que convenientemente se renderam aos vendilhões da Pátria discordam daquele argumento. Duvido e faço pouco que alguém de sã consciência possa dizer que não identifica os responsáveis por 30 anos de destruição, de roubalheira, de incompetência que acabou levando o Brasil à beira do abismo social, econômico e político. Então, porque nada aconteceu até aqui? Como chegamos a este ponto? Porque levou muito tempo para começar a se prender os poderosos? Porque foi consentido que o comunismo, disfarçado em socialismo e aliado à direita corrupta conseguisse aquilo e durante tanto tempo?i

A ditadura dos maus e
dos corruptos é o que nos
aprisionou por décadas a fio

Separem dentre os nomes que compuseram as lideranças em quaisquer segmentos, das quadrilhas de Sarney a Temer, com ênfase para os malditos socialistas de FHC e para a petralhada de Lula e Dilma, um só nome que não possa ser acusado ou indiciado pela desgraça que se abateu sobre esta Terra de Santa Cruz. São todos conhecidos e estão muito ricos. São distinguíveis a olho desarmado, mas a maioria permanece em liberdade, pouquíssimos estão presos e todos estão de tocaia para destruir a derradeira esperança que o bravo Movimento Revolucionário Popular de 2018 – MRP2018 – trouxe para esse povo sofrido e humilhado. Não dá para aguentar mais, não enquanto houver um só brasileiro com fome nas favelas e nos guetos imundos e morrendo nas mãos dos bandidos protegidos pelo PSOL ou por outras quadrilhas de igual natureza.

Quando enveredo por essas sendas vem logo um “uspiniano” dos infernos ou um canastrão da extrema imprensa ou ainda um proxeneta de qualquer agremiação partidária dizer que estou demonizando a política, atentando contra a democracia e pregando a ditadura. Somente não dizem que o bando de demônios que tomou este País de assalto nas três últimas décadas, que a falsa democracia que nos impuseram como panaceia salvadora e que o regime perverso com o qual os maus mantiveram cativo o povo do Brasil, tudo há muito que deveria ter sido varrido da nossa sociedade. É isto que prego. A ditadura dos maus e dos corruptos é o que nos aprisionou por décadas a fio.

Ainda outro dia, um “cretinóide” do jornal “O Goebbels”, que pousa de imortal, disse que Bolsonaro teria que submeter aos caprichos e aos escusos interesses dos parlamentares da oposição para não ser taxado de ditador ou de fascista. O argumento é sórdido. Uma coisa é ouvir, com respeito, a oposição séria, outra é se submeter aos corruptos e aos bandidos que lhe procuram para pedir verba para a empresa do patrão daquele deformador de opinião.

Das ruas no Brasil inteiro vieram claros recados e nítidas determinações dos patriotas: o Brasil exige que a Operação Lava Jato – idealizada e sustentada, no peito e na raça, por Moro e sua valente equipe – além de não ser nunca arranhada julgue e prenda, em poucos meses, os ratos de todos os tipos e tamanhos e confisque suas odiosas fortunas ilegais. Assim, de “Renan Canalheiros” a Lobão e Jucá; da ré Gleise Hoffmann a Humberto Costa, Lindbergh ou Jaques Wagner; de FHC a Aécio Neves, José Serra ou Aloísio Nunes, passando por Dilma, Temer e Geddel; de Sarney a Collor sem esquecer-se de Ciro a Boulos – só para citar alguns – ninguém pode escapar.

Quanto mais
teremos que tolerar?

Das ruas chegou o aviso de que o País quer que a mais alta Corte do Judiciário fique livre dos “Mandarins Solta Bandidos” e daqueles cuja torta vida pregressa ou a duvidosa reputação são coisas públicas e notórias. A Nação brasileira disse, em alto e bom som, que o Congresso, como um todo, não lhe representa e que os canalhas que dirigem a Câmara e o Senado não podem continuar ocupando suas cadeiras. É isto que os donos do poder, ou seja, aqueles dos quais todo o poder se origina disseram, aos berros em praça pública, para o Capitão no sentido de que lhe cumpre e deve ser feito com base nas disposições do artigo 142, da Constituição Federal, para restabelecer a lei, a ordem e desencadear o progresso. Não é para chegar à situação que se apresenta que elegemos Bolsonaro e pronto. Estamos conversados. O povão quer ver as coisas mudando agora, nem que seja a fórceps. O pobre já não aguenta mais.

Quanto mais teremos que tolerar? Que outros planos sórdidos e audaciosos, do tipo que um terrorista internacional desafia a segurança nacional para atentar contra nosso paladino da Justiça, teremos que engolir? Quantas ações deletérias e impatriotas do tipo que sabotam a imagem do Brasil no exterior visando a impedir o ingresso de trilhões de dólares de investimentos estrangeiros dos quais se precisa urgentemente ainda se terá que suportar? O que ainda estamos esperando? Será que é preciso que os vermelhos tirem a vida do Presidente da República ou de alguém de sua família ou mesmo do Ministro Sérgio Moro? É isto que se está esperando para começar a agir?

Vou repetir para firmar. Penso que o atentado contra as instituições brasileiras, configurado pelo desafio ao Ministro Sérgio Moro e ao Procurador  Deltan Dallagnol, serviu para transbordar o copo que o vice-presidente Mourão disse estava quase cheio. Atenção compatriotas! Não consintam que façam pouco caso de nossa gente que já sofreu demais. Que respeitem o sentimento do povo brasileiro por sua terra e não continuem a desafiar o cidadão que, em praça pública, expõe um grande amor à Pátria e para com seus heróis, como se vê nas cenas do seguinte vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=k_yehDXI38g.

Volto a insistir, como outras vezes fiz desta tribuna corajosa e independente. Chega! A normalidade está quebrada. Depois que o Supremo, pela voz petulante de seu mal afamado Presidente, com o apoio de seus pares igualmente desmoralizados, ousou desafiar a vontade do povo brandida nas ruas ao debochar de suas críticas, ou seja, ousou escarnecer daqueles que são os verdadeiros donos do poder que usurpa em proveito próprio, forçoso é concluir que a Republica está sob grave ameaça e a democracia ultrajada.

A meu juízo, não há que se esperar pela aprovação dos bandidos do legislativo de qualquer projeto de reforma estrutural. Não temos que aguardar ser posto em prática plano algum de governo, por mais excelente que seja ou por mais urgente que se faça, nem mesmo por qualquer outra medida que vise a salvar um regime que se esbagaçou. Não há o que justifique ter que tolerar mais uma investida torpe, solerte e soez da vermelhada.

Não nos deixemos iludir pela armadilha do “stop and go” da classe política abjeta que hoje aprova qualquer coisinha para adiante fincar a faca no povo. Ou Bolsonaro age agora ou quando entender que será inevitável talvez seja tarde demais e tudo ocorrerá da forma mais sofrida e mais sangrenta. Quando vejo a “bic” no bolso da frente do paletó do Presidente tenho ímpeto de gritar bem alto: depois do último dia 30 de junho, quanto tempo de sofrimento ainda teremos pela frente, Senhor Capitão?

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