O vaidoso professor Pardal

Presidente do Brasil por oito anos, de 1995 a 2002, Fernando Henrique Cardoso, agora com 88 anos, continua recebendo da mídia, ampla divulgação das suas declarações, sejam quais forem os temas por ele abordado. Talvez queira acrescentar aos seus inúmeros títulos o de Professor Pardal, expelindo perolas como o conselho dado ao Juiz Sérgio Mouro: “Se eu estivesse lá me demitiria”.

Criador da reeleição em benefício próprio, contínua querendo ser protagonista na política, embalado pela sua permanente vaidade. É de se reconhecer o seu charme e a sua cultura. O que não impede lembrar-se que o mensalão nasceu no seu governo. Dizem até que com atuação sua nada republicana, para continuar no poder.

O Brasil precisa muito do Juiz Sérgio Moro, no lugar onde está no governo do Presidente Bolsonaro: como Ministro da Justiça. Ele representa hoje a certeza do povo brasileiro de que as coisas começam a mudar.

Caso quisesse contribuir com o avanço do Pais, o  ex-Presidente FHC, fundador do PSDB, partido que amarga seguidas derrotas eleitorais,  poderia aconselhar os seus parlamentares a apoiarem as medidas que estão sendo discutidas, democraticamente, no Congresso Nacional, para que o Brasil possa superar a crise deixada pelo PT. No entanto, para isso, ele se mantém inerte.

Melhor teria feito Fernando Henrique se tivesse usado a sua bagagem acadêmica para tomar conta do que estava sendo feito no seu governo. Cabe lembrar que entre as privatizações efetivadas na sua gestão, a da Telebrás foi tachada de PRIVATARIA pelo competente jornalista Elio Gaspari, em razão do modelo capitaneado pelo BNDS e pelos Fundos de Pensão, que deixou para a parte pública o ônus de mais de mil ações judiciais, entre outras aberrações.

É de conhecimento público a conversa grampeada ( já havia naquela época ) entre o presidente do BNDES e o presidente da PREVI :  “estamos no limite da irresponsabilidade”. A irresponsabilidade deve ter sido a não inclusão do passivo representado pela possível perda daquelas ações, até hoje vagando pelo sistema judicial, produzindo condenações e execuções expressivas contra a Empresa. O modelo jurídico chamado de CISÃO PARCIAL foi a obra prima que permitiu a continuação da Telebrás mantendo com ela o passivo de anos de operação, mas distribuindo o seu ativo de trinta bilhões de reais entre os grupos vencedores do leilão.

Quem sabe se o ministério do Dr.FHC contasse com Sérgio Moro, que ele aconselha a se demitir, a necessária privatização de quase todas as empresas públicas tivesse sido iniciada de maneira muito mais transparente e exitosa.

Chega de Brasil do futuro.  Agora é construir o Brasil do presente.

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