Caso Ágatha

Mauro Sergio Aielo

Não é um fato isolado.
Mas isso não conforta!
Está longe de mim.
Mas isso não importa!

importa que morreu e não devia
Era ainda pequena essa menina
Tinha o mundo tudo diante dela
E a estupidez levou a menina tão bela

Quais palavras servirão de consolo;
Ao pai, à mãe, ao avô e vó?
Nenhuma! Não faz sentido!
Nada justifica. É tristeza que dá dó.

Como é possível entender esse acontecimento da morte de uma menina de oito anos, começando a sentir e interagir com o mundo ao seu redor e, de repente, de forma estúpida e injustificável, é alvejada em suas costas por uma bala que lhe rouba tudo – vida, alegria, esperança, sorriso, sonhos, desejos…..etc…etc….???

Tudo acabou para Ágatha. A luz se apagou para Ágatha!

Quem é o culpado? Mesmo que descubram quem foi, Àgatha já se foi, não está mais entre nós. No lugar de Ágatha fica a dor dos pais, avós e demais familiares. No lugar de Ágatha fica o vazio de sua presença, fica a dor de sua ausência, ficam as lembranças e tanto, tanto mais que faz o coração bater demais da conta. No lugar de Ágatha ressurge a revolta. No lugar de Ágatha vem um montão de perguntas que ficam no ar, sem respostas. No lugar de Ágatha vem os pensamentos que nos fustigam: – Podia ser minha “Ágatha”.

Não quero dizer mais nada! Vou silenciar. Talvez seja olhando para dentro de mim a atitude melhor que me possibilite sofrer com dignidade, porque a morte de Ágatha, somente Deus pode explicar.

Deus conforte o Brasil de tantas Ágathas.

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