Nós, idiotas, ainda temos esperança de que o Impeachment aconteça

Jorge Oliveira

Brasília – Estão fazendo a Dilma de idiota. E o pior: ela aceita passivamente esse papel. Acusar o Fernando Henrique Cardoso pelo roubo na Petrobrás é também fazer de idiota o povo brasileiro. Aliás, idiotas somos todos nós que ainda não fomos às ruas pedir o impeachment da Dilma, que trata os seus mais de 50 milhões de eleitores também como idiotas. E nesse país, infestado de idiotas por todos os lados, estamos assistindo diariamente um festival de idiotices. Depois que emagreceu, Dilma ficou menos inteligente. Médicos comprovam que os remédios que emagrecem afetam também o cérebro. E quanto mais emagrece a base de remédios, mais lento a pessoa fica para pensar, raciocinar e trabalhar. Talvez, por isso, a presidente tenha falado essa bobagem de que o FHC é responsável por tudo de ruim que acontece no governo do PT e, especialmente, no dela que derreteu a Petrobrás, o maior patrimônio dos brasileiros.

Só um idiota acredita nessa versão da Dilma. E só um idiota poderia orientar a presidente a falar uma bobagem desse tamanho. Ora, minhas senhoras e meus senhores, os depoimentos dos delatores premiados, tomados pelo juiz Sérgio Moro, são ricos em detalhes. Eles acusam frontalmente o tesoureiro do PT João Vacarri Neto de ser o gatuno chefe do partido. Estão nos autos que Vacarri roubou dinheiro da Petrobrás em conluio com alguns diretores para campanhas da Dilma e do Lula. E que a Dilma é a responsável pela compra da refinaria de Pasadena na condição de ex- presidente do Conselho da Petrobrás. Se ainda não foi indiciada é porque a Justiça não quer abrir uma crise institucional no momento em que o país convoca à população para ir às ruas no dia 15 de março pedir o impeachment da presidente.

Além disso, o Tribunal de Contas da União, que até então mantinha uma vigilância mais republicana quanto aos gastos e os desvios do governo, decidiu fazer acordo de comadre. Foi o que fez ao retirar Graça Foster, a Graciosa, da lista dos diretores que tiveram os bens indisponíveis para ressarcir os cofres públicos da compra superfaturada da refinaria do Texas. O próprio José Sergio Gabrielli , ex-presidente da Petrobrás, já abriu o bico na CPI. Jogou nas costas da Dilma a responsabilidade sobre a compra de Pasadena.

O aparelhamento do estado e das instituições, que até então zelavam pelo bem público, são responsáveis por esse silêncio idiota dos brasileiros. Entidades como a OAB, CNBB, ABI, FENAJ e as centrais sindicais doravante vigilantes e aguerridas em defesa do país estão amordaçadas por favores do governo petista. Tratam a todos como perfeitos idiotas, porque não se manifestam para denunciar os desmandos que ocorrem no país. Foi-se a época em que esses órgãos tão combatente apoiavam às reivindicações populares. Hoje, estão amordaçados pelas polpudas contas bancárias e pelos empregos no alto escalão da república. O Brasil, assim, se transforma em um país de idiotas abestados.

Somos também idiotas quando acreditamos na CPI da Petrobrás, instalada na Câmara dos Deputados pelo presidente Eduardo Cunha.  Ora, essas comissões – com raras exceções – são criadas para que seus integrantes barganhem com o governo. E não sejamos idiotas em acreditar que Cunha, da base aliada, faça oposição ao governo, que já pensa em indicar como relator um deputado do PT.  Essa não é a primeira, mas a quarta CPI da Petrobrás instalada no Congresso. E o que se viu até agora foi um final melancólico, um acordo de compadrios e uma gastança de tempo e dinheiro para engavetar os relatórios que não chegaram a nenhuma conclusão.

O que os brasileiros menos idiotas estão apostando é na turma do juiz Sergio Moro que já botou na cadeia os intocáveis, os empreiteiros que faziam a farra dos políticos. E pensam em mandar também para o xilindró boa parte dos políticos que se beneficiaram do roubo da Petrobrás. E este idiota que vos escreve, ainda tem esperança de que isso aconteça.

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