XÔ, DILMA (II)

A carta que a Dilma apresentou à população está atrasada, com cheiro de mofo. Sugerir um plebiscito para saber se o povo quer novas eleições é simplesmente hilário, uma piada. Dizer que o impeachment é golpe é uma afronta ao estado de direito e um desrespeito à justiça brasileira quando se sabe que o próprio presidente do STF, Ricardo Lewandowski, amigo da família Silva, está à frente dos trabalhos no Senado Federal. A presidente afastada perdeu todo o senso do ridículo quando se dirigiu à nação para confessar seus erros e pedir para voltar à presidência ao lado de petistas envolvidos na Lava Jato.

 

Com exceção de alguns gatos pingados do PT que a cercavam durante a leitura da carta, ninguém do partido quer mais conversa com a Dilma depois das acusações que ela fez ao presidente do partido, o fundamentalista Rui Falcão, de ser o responsável pelo caixa dois da campanha, como denunciou o marqueteiro João Santana em delação premiada. Entre os militantes há um sentimento de que a Dilma traiu os amigos e a orientação daqui para frente é deixá-la isolada, envolvida no seu próprio pesadelo. Ao sair da presidência é bem provável que ela abandone o PT, pois não terá mais ambiente para frequentar os convescotes petistas. Hoje já é hostilizada pela cúpula do partido que a abandonou.

 

Como se esperava, a repercussão da carta da Dilma foi praticamente zero. Os efeitos políticos, nulos. Ao contrário do que ela dizia, Lula não participou da redação nem orientou o texto politicamente. Preferiu amoitar-se em casa a espera da Polícia Federal que ameaça levar a sua mulher e o filho Fábio coercitivamente para depor depois que ambos se negaram a comparecer ao interrogatório para falar sobre o sítio e a cobertura de Guarujá, no litoral paulista, que eles negam ser deles.

 

A família de Lula abre um precedente perigoso ao deixar de comparecer a intimação da PF se rebelando contra as instituições legais do país. Ao se recusar a comparecer a PF para depor, a família confronta a justiça por orientação de seus advogados. Deixa como exemplo à população uma clara desobediência civil e um evidente desprezo à ordem pública numa atitude anárquica e desafiadora.

 

Espera-se que a Dilma não trilhe no mesmo caminho da arrogância do companheiro Lula. Teori Zavascki decidiu abrir inquérito contra os dois. Ficou evidenciado nas investigações que ambos tentaram obstruir o trabalho da justiça para evitar que o Lula fosse preso pelo juiz Sergio Moro, depois que a Dilma o travestiu de ministro. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot viu na atitude da presidente indícios de crime e pediu abertura de uma ação contra ambos.

 

Acuada, Dilma não vai escapar da justiça comum nem das mãos dos senadores que começaram a julgar o impeachment. Após a leitura da carta em que ela pede plebiscito para novas eleições, o presidente do Senado, Renan Calheiros, já saiu com o veredito de que “não é constitucional”, ou seja: ninguém vai dar a menor importância para a proposta da presidente afastada. Portanto, a ideia dela morreu no nascedouro. As declarações do presidente do Senado foi a última pá de cal que faltava para sepultar de vez a pretensão dela de voltar ao poder.

 

A carta da Dilma é um monumento ao besteirol. Certamente não será lembrada pelo vazio de ideias. Seu conteúdo é irrelevante e confuso. Demorou três meses para redigi-la e o resultado é o que todos os brasileiros já esperavam: uma peça de ficção sem efeitos especiais. Ela só comprova, mais uma vez, que tem a mente conturbada, confusa e turva.  Felizmente, para a felicidade geral da nação, e o deleite dos mais de de 200 milhões de brasileiros, ela não administrará mais o pais depois de agosto, definitivamente.

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